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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Museu Oi Futuro

Certo dia estava eu, sentado a espera do ônibus de volta para casa após o trabalho. Ao meu lado sentou-se uma senhora muito simpática, quando de repente o seu celular tocou. Ela abriu a bolsa retirou o aparelho, atendeu e alguns segundos depois, sorrindo para mim, disse que era a sua filha reclamando que o seu celular estava sempre desligado. Em alguns minutos de conversa, ela explicou que já possuía o aparelho há quase um ano e que só havia aprendido a ligar e desligar e quase nunca se lembrava dele. Foi quando veio a frase, “Estas coisas modernas não são para mim, na minha época era diferente, não havia tanta tecnologia e modernidade. Não me acostumo. Isto é para vocês jovens”.

A cada dia que vivemos tudo parece tão normal a nossa volta, seguimos nos divertindo, trabalhando, e sempre em busca de algo melhor para nós mesmos. Porém raramente paramos para pensar nas facilidades do nosso cotidiano. Durante todo o dia, tudo nos é facilitado por alguma máquina ou dispositivo que outras gerações jamais desfrutaram.

Tive a oportunidade de refletir muito sobre isto durante o desenvolvimento deste trabalho, ao visitar o Museu Oi Futuro. Realmente é uma viajem no tempo. Pude ver de perto detalhes da evolução do telefone, e dei muitas risadas com aparelhos que jamais sonhei haver existido como o primeiro telefone móvel, que é algo um pouco maior que os nossos telefones públicos de hoje. A evolução dos computadores, um aparelho que levo dentro da bolsa, já foi tão grande como a minha casa, e que um dia poderá se tornar invisível, fazendo parte do nosso próprio corpo.

Não somente a tecnologia, mas também a arte, a literatura, a filosofia. Tudo reunido em um espaço que é uma verdadeira linha do tempo, onde percebemos que tudo está ligado de forma inseparável, os sonhos e profecias de ontem são a realidade hoje, tudo evolui continuamente. As idéias de deixadas por grandes pensadores, hoje se tornaram realidade através de outras mentes, mas o que seriamos hoje se alguém não tivesse pensado e outro alguém aperfeiçoado, e outro executado.

Volto a pensar na senhora do ponto de ônibus. Na época dela, realmente não havia tanta tecnologia, e penso na geração dos meus pais e avós, não havia tanta tecnologia, e foi por isto que dando continuidade nas idéias de grandes pensadores, esta geração criou muito do que temos hoje. Refletindo um pouco sobre isto, conhecer a história nos faz despertar e pensar em que a nossa geração deixará para as gerações futuras. E conhecer o Museu Oi Futuro, nos dá uma pequena noção da linha tênue que separa o passado, o presente e o futuro, todo o tempo e ao mesmo tempo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Que Saudade!!!!

Que saudade da adolescência, sem muita preocupação. Tempo em que vivemos um dia de cada vez, sem ter que acordar cedo e a única preocupação é a bronca dos seus pais quando você chega em casa tarde demais. Saudade de colocar uma mochila nas costas e sair sem destino, pegar uma carona e viajar sem saber onde vai parar. Dar muita risada com os amigos, e aquele ciúmes da namoradinha... As vezes até jogar bola na rua com aqueles golzinhos feitos de pedra, fazer trilha de bicicleta e chegar morto em casa, dormir até tarde. E a escola, a gente sempre reclama, primeiro grau, viver isto é demais, segundo grau... Melhor ainda. Matar aula pra jogar truco, as festas que eram maravilhosas, toda semana uma diferente e a galera sempre muito animada, onde o dinheiro não era problema, cinco reais no bolso eram suficientes para a diversão e os sonhos que não tinham limites. De tudo que há em mim, não há nada que me faça ser o que eu sou. Boa noite que tá tarde e o presente está sempre presente e o futuro agora é uma constante, não dá pra viver sem ele. Ah!!! Que vontade de chegar em casa e assistir curtindo a vida adoidado na sessão da tarde.

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